Renovação Carismatica Católica
Santo do Dia
 

SANTO DO DIA

 

  

BEM-AVENTURADA

PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS

 

      Primeira e única, até o presente, a ser elevada à honra dos altares em cerimônia realizada no Brasil por ocasião da segunda visita do Papa, foi Madre Paulina, e deu-se em Florianópolis aos 18 de outubro de 1991.

      Seu nome de família era Amábile Visintainer. Nasceu na Itália, perto de Trento, aos 12 de dezembro de 1865. Os pais com os cinco filhos migraram para o Brasil em 1875, junto com outros patrícios, e se fixaram numa região colinosa à qual deram o nome de origem, Vígolo, município de Nova Trento, Estado de Santa Catarina.

      Amábile viveu com a família até julho de 1890 quando, com sua amiga Virgínia Nicolodi, deixou a casa paterna para cuidar de uma cancerosa, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Em agosto de 1895, o bispo de Curitiba aprovou a comunidade de Amálibe, e em dezembro do mesmo ano, ela e suas companheiras fizeram os votos religiosos em Nova Trento. Amábile passou a se chamar Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus, e daí o nome de Madre Paulina.

      Paulina dirigia a Congregação, e com suas irmãs continuava o trabalho junto ao povo: catequese, cuidado dos doentes, dos órfãos e dos idosos, bem como prestando serviço na capela de Vígolo e em Nova Trento.

      A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e da suas irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Em 1903 Paulina foi eleita superiora-geral e deixou Nova Trento para começar a obra com os filhos de ex-escravos e dos escravos velhos e abandonados em Ipiranga, São Paulo, até que, em 1909, foi deposta pelo arcebispo e mandada para Bragança Paulista, onde trabalhou com os doentes da Santa Casa e com os velhinhos do Asilo São Vicente de Paulo.

      Em 1918 foi chamada para a casa geral no Ipiranga, São Paulo. Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho, pelo sofrimento, tudo feito e aceito para que a Congregação se desenvolvesse e Nosso Senhor fosse conhecido e amado em todo o mundo. Estas frases revelam sua alta espiritualidade: "Estou contente por estar onde a santa obediência me mandou". "O meu desejo é trabalhar, obedecer e morrer abandonada por todas as criaturas deste mundo, somente lembrada por meu caro Jesus que tanto amo".

      Às suas filhas recomendava: "confiai sempre e muito na Divina Providência. Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo: confiai em Deus e em Maria Imaculada".

      Madre Paulina, movida pela glória de Deus e pelo bem do próximo, queria chegar com suas irmãs a todos os países. Mulher de fé e coragem, vibrou de alegria quando as irmãzinhas foram trabalhar com os índios no Mato Grosso.

      Madre Paulina sempre testemunhou grande amor e obediência ao Santo Padre e aos bispos e nutria uma predileção especial pelos sacerdotes. O centro de sua vida espiritual era Jesus na Eucaristia, que visitava freqüentemente e fazia longas adorações. Outra grande devoção foi Maria Imaculada de Lourdes e São José, a quem chamava "o nosso bom pai".

      Em 1938 Paulina, que era diabética, precisou amputar a mão e depois o braço direito devido a uma gangrena, e aos poucos foi perdendo a vista até ficar cega. Morreu no dia 9 de julho de 1942, deixando em todos os presentes a impressão de uma alma santa que entrava na eternidade, depois de viver sempre com espírito de humildade e simplicidade evangélica. Suas últimas palavras foram: "Seja feita a vontade de Deus!"

 
 
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